[Análise]- Resident Evil: Zero

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Olá leitores do Recanto, aqui estamos trazendo para vocês a primeira análise da maratona Resident Evil, começando pelo Resident Evil: Zero!

Começando pela história, os eventos de Resident Evil: Zero se passam no dia 23 de julho de 1998, um dia antes dos eventos de Resident Evil, a equipe Bravo da S.T.A.R.S. (divisão de elite da equipe de polícia de Raccoon City, a R.P.D.) é enviada para a floresta das montanhas Arklay, próximo a Raccon City, em busca das respostas de misteriosos assassinatos que aconteceram recentemente na região. Porém, no caminho até lá, o helicóptero da equipe sofre um pane e acaba realizando um pouso de emergência na floresta.  Enquanto a equipe procura pela floresta, ela se depara com um veículo militar tombado, com dois corpos de oficiais mortos, veículo esse que levava o ex-tenente Billy Coen para ser executado por ter causado um crime misterioso. Próximo ao local, Rebecca Chambers, médica da equipe Bravo, encontra um trem de viagem parado, o Ecliptic Express. Ela entra no mesmo para investigar, e assim o jogo se inicia.

A trama do jogo em si é genial. Tendo em mente que foi lançado muitos anos depois do lançamento original de Resident Evil, em 1998, mas sendo uma prequel direta do mesmo, ela consegue manter o ritmo, a atmosfera de suspense e terror, o gameplay e muitos outros aspectos exatamente iguais aos dos primeiros REs, com a história perfeitamente modelada para se encaixar com a história do RE original, explicando cada detalhe que não foi tocado muito no primeiro jogo de forma clara aos jogadores.

A gameplay é exatamente igual aos outros Resident Evils originais: a câmera sempre estará fixa em um canto da área em que o jogador estiver, os controles podem ser tanto de “tanque” (o personagem vira para os lados e anda para frente e para trás, não podendo andar para os lados) quanto controles “alternativos” (ele anda para a direção que o joystick estiver apontando).

Só há duas diferenças, uma mais simples e outra extremamente bem aplicada no jogo. A primeira, e mais simples, é a exclusão de caixas de item (as famosas “Item Boxes” conhecidas em quase todos os REs), o que deixa o jogador com duas opções para sua gameplay: ou consumir itens menos importantes ao ficar com o inventário cheio, ou deixá-los no chão para buscar depois, e acreditem ou não, é o PIOR pesadelo que os jogadores vão enfrentar em RE0: ao invés de utilizar de caixas mágicas que transportam seus itens mundo afora, o jogador será forçado a administrar seu inventário ao extremo para que possa prosseguir na história. Enquanto isso temos a outra diferença, essa que agradou a muitos fãs e que foi inesperada por muitos: a capacidade de controlar ambos os personagens, Billy e Rebecca, podendo trocar entre ambos a qualquer momento, levando o jogo a ter uma dinâmica tanto em progressão de história quanto em resolver puzzles a um nível completamente diferente do esperado.

Após terminar o jogo, o jogador desbloqueará dois modos: o Wesker mode, e o Leech Hunter mode, além de desbloquear certas roupas para um dos personagens dependendo do que o jogador realizou em seu save antes de concluí-lo.

Começando pelo Leech Hunter, ou caçador de sanguessuga, o modo de jogo se passa no campo de pesquisas da Umbrella, um dos locais visitados durante a história principal. Neste modo, o mapa será infestado de diversos inimigos, que irão reaparecer após certas quantidades de “medalhas de sanguessuga” coletadas, e será preenchido com 100 medalhas ou “leeches”, pequenos amuletos espalhados na região. Dentre eles existem 50 azuis e 50 verdes, com duas condições: os verdes podem ser apenas coletados por Rebecca, enquanto os azuis, apenas por Billy, sendo que nenhum deles podem ser colocados no chão após serem coletados. Além disso, os amuletos irão se amontoar de 10 em 10, ocupando boa parte dos espaços do inventário de cada personagem ao coletar todos. Caso um dos personagens morra, ou todas as 100 leeches sejam encontradas, o modo acabará e o jogador desbloqueará prêmios baseado em sua quantidade total de leeches coletadas. O jogador começará com pistolas e munição e encontrará mais armas escondidas pelo mapa, sendo que haverá duas variações das localizações de itens. Você poderá identificar qual das duas variações conseguiu ao olhar para as duas ervas no salão principal: Duas ervas verdes, ou uma verde e outra azul.

No final, o modo irá contabilizar suas medalhas de sanguessuga e irá te premiar da seguinte forma no modo de jogo principal (Singleplayer): de 1 a 29 leeches – munição infinita para a metralhadora, 30 a 59 – munição infinita para a pistola padrão de Rebecca e Billy, 60 a 89 – munição infinita para a arma de caça (Hunting Gun), 90 a 99 – revolver Magnum, arma especial encontrada no quarto 202 do trem, sendo muito mais potente que a Magnum normal do jogo, dando o mesmo dano que uma Lança-foguetes. E finalmente, ao encontrar todas as 100 leeches, o jogador é presenteado com munição infinita para todas as armas.

Além disso, há o modo Wesker, onde a Rebecca usa uma roupa de batalha preta, similar à de Jill em Resident Evil 5, e o Billy é substituído pelo Albert Wesker, principal antagonista da série, com seu traje de batalha de Resident Evil 5 também. Neste modo, a Rebecca não apresenta diferença nenhuma (exceto seu traje), porém Billy (ou devo dizer, Wesker) possui novas habilidades: Death Stare ou “Olhar Mortal” é uma espécie de explosão que Wesker carrega e joga em seus inimigos, como se fossem raios laser saindo de seus olhos, mas sem a parte do laser. O ataque é incrivelmente overpowered, sendo que pode matar quase qualquer inimigo caso seja liberado carregado. Além disso, Wesker possui seu Shadow Dash, ou “Investida Sombria”, que é basicamente a investida que Wesker utiliza várias vezes nas batalhas de Resident Evil 5 onde ele está presente. Similar a Death Stare, ele carrega suas forças e avança com extrema velocidade para frente, dando dano a todos que ele encontrar e parando caso tome dano ou bata com alguma parede ou porta. Além disso, diferente de Billy, Wesker sabe como misturar ervas em seu inventário.

 Mesmo após muitos anos de sua aparição original, Resident Evil 0 saiu com muitas respostas e explicações que a comunidade queria para a série, além de apresentar a queridinha Rebecca Chambers com mais detalhes, e explorar o personagem de Billy Coen, até então quase que desconhecido para os fãs da saga. O jogo veio com uma dinâmica muito diferente dos outros RE originais, com novas mecânicas e uma história que explicava melhor as origens da Umbrella e seus fundadores. O jogo foi muito bem recebido pelas críticas, recebendo uma média de 75% de aprovação.

Resident Evil: Zero está disponivel para Nintendo Gamecube, Playstation 3, Playstation 4, XBOX 360, XBOX One, Wii e PC

81% Excelente
  • Gráficos 85 %
  • Jogabilidade 60 %
  • Trilha Sonora 80 %
  • Enredo 90 %
  • História 90 %

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Sobre o Autor

Sou o Yan, jogo desde meus dois anos e adoro todos os tipos de jogos, de todos os gêneros e para todas as plataformas, desde N64 até PS4, e, especialmente, de boas experiências com meus amigos!