[Análise]- Resident Evil Revelations

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Seguindo o estilo de survival horror e deixando um pouco da ação de lado, Resident Evil: Revelations, anunciado originalmente para 3DS e recentemente portado para PlayStation 4 e Xbox One, tinha a premissa de voltar as raízes de Resident Evil, com suspense, terror e sobrevivência sendo colocados em primeiro lugar, em resposta ao Resident Evil 4 e em diante que tomaram um caminho mais ativo e, digamos, “explosivo” em comparação com seus antecessores.

Resident Evil: Revelations, lançado em 26 de Janeiro de 2012 no Japão para 3DS e posteriormente portado para PS3 e 4, Xbox 360 e One, PC e WiiU, prometia voltar Resident Evil às suas origens, focando no suspense, suprimentos limitados, exploração de mapa e resolução de quebra-cabeças.

A história consiste da suposta desaparição de Chris Redfield, soldado da BSAA e personagem conhecido de fãs da saga, e de sua parceira Jessica Sherawat, que estavam investigando um caso da destruição de uma utopia denominada Terragrigia, devido a ataques de um grupo bioterrorista chamado Veltro. Jill Valentine e Parker Luciani são enviados para procurar Chris e Jessica em um navio abandonado, o Queen Zenobia, e acabam sendo capturados no processo, sendo apresentados ao novo vírus chamado T-Abyss (ou T-Abissal), logo apresentando novos inimigos e muitas novas mutações para a série.

Com uma gameplay similar a Resident Evil 4 e 5, o jogo possui visão em terceira pessoa, com um novo equipamento chamado Genesis Scanner, que funciona em primeira pessoa e pode fazer duas coisas: encontrar itens “invisíveis” escondidos pelo cenário, que só podem ser detectados com ele, como munição, vida e até itens essenciais para a história, tanto quanto pode escanear inimigos, sendo que cada inimigo escaneado dá uma porcentagem a uma barra de pesquisa, que ao ser preenchida garante uma pílula de cura, sendo que o jogador pode portar até 5 no máximo.

Além de novas armas, como granadas que atraem inimigos, o jogo apresenta algo que não havia sido explorado (pelo menos não com tanta ênfase) em outros jogos da franquia: a modificação e adição de peças nas armas. Ao longo de sua gameplay, o jogador deverá encontrar peças escondidas pelo cenário em forma de “caixinhas” prateadas ou douradas, ou após matar inimigos, sendo que cada uma delas porta uma modificação que pode ser aplicado nas armas em caixas de item. As peças podem modificar vários números nas armas, como sua precisão, frequência de disparos, quantidade de munição, dentre outros, dando um aspecto de evolução “RPG” no jogo, mesmo que leve. Também há uma nova mecânica que retorna de Resident Evil 3: Last Escape: o sistema de desviar. Literalmente, ao ficar próximo de um ataque inimigo, o jogador pode desviar desse ataque, passando de raspão por baixo do braço do mutante caso consiga ter o timing certo.

O jogo possui gráficos muito bons (tendo em mente que foi originalmente feito para 3DS, PS3 e Xbox360), e uma ambientação muito interessante: cada detalhe do cenário, quadros, mesas, foram cuidadosamente produzidos para dar dois efeitos aos jogadores: uma sensação de claustrofobia, como se os locais fossem mais fechados do que realmente são, e nas partes jogadas com Jill e Parker, dentro do navio Queen Zenobia, muitos dos objetos presentes nos cenários possuem ornamentações muito bem-feitas, passando um pouco da sensação da mansão de Resident Evil 1.

A trilha sonora do jogo é pouco presente ou muito sutil, tentando deixar o silêncio mais aparente, porém quando o jogo dá uma deixa, ele consegue se mostrar extremamente bem orquestrado, como se vê a música “O vendetta di Dio”, o tema do Boss final da campanha (mas atenção, cuidado, pois nos comentários do vídeo há spoilers sobre a campanha).

O jogo não apresenta muitos problemas em sua parte técnica, tendo poucos bugs relatados no geral, exceto um: nas partes jogadas com Jill e Parker, dentro do navio Queen Zenobia, há um Hall de 3 andares com portas gigantes nas saídas, e para que o jogo carregue uma nova parte do mapa, o jogador deve abrir a porta, entrar em uma salinha e esperar o jogo carregar para abrir a porta do outro lado, sem utilizar de uma tela de carregamento (loading screen) propriamente dita. Porém, certos jogadores reportaram que o tempo que leva para a segunda porta se abrir pode, normalmente, ser muito longo, até passando da marca de 40 segundos, o que é muito para um jogo que deveria ser leve como este.

Além disso, também é incluso o modo Raid, um minigame voltado para a ação. Neste modo há uma divisão de estágios, sendo que cada estágio consiste de um “microcapítulo”. (Cada capítulo dos 5 que o jogo principal apresenta é dividido em 3 pequenas partes, e cada uma dessas partes irei chamar de microcapítulo. Exemplo: capítulo 1-1, 3-2, 5-1, etc.).

No modo Raid, seu objetivo é completar os estágios o mais rápido possível, sendo que neste modo tanto inimigos quando seus personagens, suas armas, e outros, possuem níveis, status especiais que não são apresentadas na campanha principal, com pontos de XP e HP e outras coisas que realmente dão um toque de RPG ao jogo. Por exemplo: os Oozes, “zumbis gosmentos” que aparecem na campanha, agora tem níveis, de 1 a 50, com diferentes quantidades de hp, podendo ser menor e mais rápido, ou maior e muito mais lento, porém muito mais forte, dentre outras variações.

O jogador também pode receber 3 recompensas “secretas” ao completar um estágio, primeira: seja do mesmo nível ou menor que o recomendado ao estágio; segunda: mate todos os inimigos do estágio e terceira: não tome dano de literalmente nada. Caso consiga as três, irá conseguir o Bônus da Trindade (Trinity Bonus). Junto desses bônus, há o sistema de BP, que são pontos utilizados na loja do jogo para comprar armas, upgrades ou consumíveis antes de embarcar em um dos estágios do modo Raid.

Além disso, o modo Raid apresenta um estágio secreto: Ghost Ship, que é basicamente uma junção de todos os outros estágios, sendo extremamente grande e muito difícil, recomendada para o nível máximo (50); e, com isso, vem a surpresinha: o último boss desse estágio é o mesmo último boss da campanha principal, com nível 70 (isso mesmo, 20 níveis a mais que o jogador).

Ao final de tudo, Resident Evil: Revelations se mostrou ser uma inovação nos Resident Evils mais recentes, tentando retornar ao bom e velho survival horror mas mantendo um pouco da ação, e realmente conseguiu criar um bom equilíbrio entre os dois: o jogo recebeu uma média de 85% na maioria das reviews da internet, sendo apenas criticado por… possuir gráficos ruins… Além de apresentar inovações muito legais para o jogo, Revelations conseguiu atrair um bom público ao longo de sua presença no mercado.

Confira o trailer do Resident Evil Revelations:

 

Resident Evil Relevations está disponível para PS3, PS4, XBOX 360, XBOX ONE, PC, 3DS e WiiU

O jogo foi dado pela Warner Bros Games para análise e foi testado em um PS4

80% Muito Bom
  • Jogabilidade 70 %
  • Enredo 80 %
  • Trilha Sonora 90 %
  • Gráficos 80 %
  • História 80 %

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Sobre o Autor

Sou o Yan, jogo desde meus dois anos e adoro todos os tipos de jogos, de todos os gêneros e para todas as plataformas, desde N64 até PS4, e, especialmente, de boas experiências com meus amigos!