[Crítica]- A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

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Se imagine viver em um mundo onde quase todos os humanos tem alguma parte robô neles, ou são totalmente cyborgs. Essa é a proposta que o anime de 1989 trouxe, e a partir deste momento o mundo do Cyberpunk mudou totalmente. Assistimos à adaptação cinematográfica do mangá mundialmente conhecido Ghost in the Sheell.

Ghost in the Shell tem muitas coisas boas e uma dela é como o filme se desenvolve, ele tem um ótimo ritmo, não deixando escapar pontos importantes da história e mantendo um ritmo onde quem está assistindo não cai no sono ou fique entendido durante o filme.

Se tratando de um filme de ficção cientifica é obvio que iriamos ver VFX em excesso, e os efeitos são de altíssima qualidade, tive a impressão que alguns efeitos ficaram meio toscos, porém nada que influencie visualmente o filme. O meu maior problema com os efeitos do filme é que tudo é feito pelo computador, nada é “real”. Isso acabou prejudicando o filme um pouco. Chega uma hora que você está cansando de ver apenas coisas que não existem, você sente à vontade de ver algo familiar, algo do nosso mundo. Assistimos o filme em 3D e podemos dizer que está muito bom, faz muito tempo que eu não via uma ótima fotografia com excelentes efeitos especiais tão bem otimizado com o 3D.

A trilha sonora é uma das melhores coisas no filme, com música instrumentais o filme fica cada vez mais dinâmico e emocionante. Logo abaixo você poderá conferir a trilha sonora do filme.

Como se trata de um filme que foi adaptado de um mangá é obvio que eles teriam acontecimentos diferentes ou até mudados. Tive as oportunidades de ler a mais nova versão do mangá trazida aqui para o Brasil pela editora JBC e o anime de 1995. Posso dizer que assim como o mangá é idêntico ao anime o filme é muito parecido com o mangá, pelo menos até o final do filme. Onde o mangá tem um final totalmente diferente, talvez deixando espaço para uma continuação. Na adaptação o final é mudado assim parecendo que a Paramount Pictures não está muito interessada em fazer uma continuação, mesmo com o sucesso iminente do filme. A história do filme não é muita coisa complexa. Mesmo sendo uma história do final dos anos 80 ela se mante muito atual, não é nem pela tecnologia em si, mas sim pela mensagem passada para as pessoas que estão assistindo no cinema. Um dos únicos problemas do filme em minha visão é que ele é um filme japonês, que acontece em Tóquio, porem o número de atores japoneses no filme são mínimos. O único ator “importante” no filme de origem oriental é o Takeshi Kitano que faz o papel do Aramaki. Mesmo a falta de atores japoneses faz o filme ser muito mais americano do que uma obra japonesa. Nesse mesmo barco, temos o problema da comunicação, já que todos os outros atores falam inglês menos o Takeshi Kitano, então todas as suas falas são em japonês enquanto a de outros é em inglês. Mesmo quando ele está conversando com a Major ou outro agente da Sessão 9 o diálogo é bilíngue. Isso confunde a cabeça de quem está assistindo o filme pela primeira vez.

Os atores foram muito bem escolhidos, eu gostei muito em particular da atuação da Scarlett Johansson, vi que ela se adaptou bem no papel de Major. Só em alguns momentos em que achei sua atuação um pouco superficial, mas estamos falando de uma personagem que é um robô, então não conta muito. Além disso achei que todos os atores foram muito bem escolhidos para o seus papeis.

Confira o trailer logo abaixo:

Em um mundo pós-2029, é bastante comum o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas. O ápice desta evolução é a Major Mira Killian (Scarlett Johansson), que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local. Lá ela passa a combater o crime, sob o comando de Aramaki (Takeshi Kitano) e tendo Batou (Pilou Asbaek) como parceiro. Só que, em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado quando era inteiramente humana.

Ghost in the Shell já está em exibição nos cinemas brasileiros

 

 

80% Muito bom
  • Enredo 70 %
  • Fotografia 90 %
  • Efeitos Especiais 80 %
  • Trilha Sonora 90 %
  • Roteiro 70 %
  • Atuação 70 %

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Sobre o Autor

Amante cinematográfico, adorador de música, games e viciado em Star Wars, um amor que nunca será entendido. Em seu tempo livre gosta de comer, ler e ficar procurando um jeito de viajar para uma galáxia muito distante.