[Análise]- Resident Evil 7 biohazard

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Estamos vivendo uma ótima época para ser nerd. Temos vários filmes de heróis chegando no cinema, jogos de vídeo game cada vez mais presente na televisão, remakes, continuação de jogos. E não está sendo diferente, testamos o Resident Evil 7 e vamos falar o que achamos na nossa análise logo abaixo. Confira!

Primeiro de tudo esse não é o melhor jogo da franquia, mas também não é o pior. A Capcom quis voltar às origens, voltar aos seus primeiros jogos que era a base do Survival Horror. E ela conseguiu, não totalmente mas chegou bem perto. Vamos começar falando sobre a sua jogabilidade.

Uma das coisas que eu gostei em partes foi a sua jogabilidade. Ela não tem nenhum truque e é muito fácil de você entender. Não tem nenhum segredo. Uma das grandes mudanças na jogabilidade é que o jogo não é mais em 3º pessoa como éramos acostumados nos últimos jogos da franquia. Agora jogamos todo o jogo somente em primeira pessoa. Em geral a jogabilidade ela é muito boa, os bugs quase não existem, apenas em pequenos casos isolados. A movimentação é muito boa, o Ethan anda, agacha, escala, corre. Todos os comandos são quase que perfeitos menos a corrida, na maioria das vezes apertamos o botão para o personagem correr só que o jogo não responde ou demora muito, complicando em algumas partes a diversão do jogador.

Graficamente o jogo ele é incrível. Ele é todo foto realista. Ou seja, parece que o que vemos na tela vem de uma câmera, assim como vemos no cinema. Porém não passa de uma imagem montada no computador. Os bugs’s de render são presentes no jogo, bem poucos mais estão lá. Percebi o trabalho que a Capcom teve para fazer cada objeto, lugar, pessoa. Pois são todos de ótima qualidade. Os gráficos não mudam de plataforma para plataforma. Eles continuam o mesmo ou bem parecidos (no caso do PC). Mas uma coisa que está deixando os jogadores de PS4 irritados, o jogo no PS4 normalmente não está totalmente otimizado, tem algumas falhas. Porém no PS4 Pro o jogo está rodando liso sem nenhuma queda de FPS (Frames por segundo). O medo é que isso vire alguma coisa rotineira nos novos jogos. As empresas produzirem jogos que até então rodariam bem nas duas maquinas, porem no PS4 normal roda muito ruim e na sua versão atualizada roda super bem, fazendo assim o jogador ter que gastar muito mais dinheiro (principalmente aqui no Brasil) com o mesmo console só que com um processamento melhorado.

A trila sonora do jogo é algo que é quase nula, fazendo assim o clima de terror e suspense ficar bem maior e melhor. Porém quando tem alguma trilha no fundo ela é excelente e bastante cativante. Sem dizer que é assustadora. Logo abaixo iremos deixar um vídeo onde vocês poderem escutar a trilha sonora inteira.

Agora vamos para a parte mais complicada do jogo que é seu roteiro. De cara vemos que ele não é a continuação de nenhum jogo da franquia. Resident Evil começou a voltar ao seu primórdio, mas com uma proposta diferente. A história de longe não é a melhor e a mais original. Em diversos momentos percebemos que o jogo teve influência de filmes de terror dos anos 80/90. Além disso o clima do jogo se parece muito com Outlast e até o Amenisia (ambos jogos de survival horror). Você de fato tem medo, em vários momentos, mas isso é só no começo do jogo, antes de você ter acesso as armas de fogo e facas. Ai o seu medo vai embora. Achei que a Capcom fez uma aposta audaciosa que não sabiam se ia dar certo, e no final agradou a maioria dos fãs da tão amada saga. A história ela acontece 15 anos depois dos acontecimentos de Raccoon City. O jogo começa com Ethan recebendo uma mensagem de sua amada esposa Mia que estava desaparecida por 3 anos. Eis Ethan vai até a propriedade abandonada da família Bakers e acaba encontrando um lugar macabro cheio de mensagem sombrias. Em um determinado ponto do jogo achamos Mia e temos que escapar com ela. Só que ela não se lembra de nenhuma mensagem que ela enviou ao seu marido ou de como chegou naquele lugar pavoroso. Nosso objetivo é sair de lá com vida e entender o mistério por trás dos Bekers. O jogo dura em torno de 8 horas, Eu particularmente nem percebi o tempo passando, só fui reparar que horas eram depois que eu fechei o jogo e olhei pela janela e já estava quase amanhecendo (sim, eu virei a noite jogando RE7). Além de tudo isso o jogo tem referências a outros jogos da saga e filmes de terror e horror.

Os personagens são bem legais até. A melhor personagem sem dúvidas nenhuma é a Mia, já que parcialmente o jogo roda em torno dela. Os Bekers também são ótimos personagens. O próprio Jack que é o líder da família é tão exagerado e grotesco que em algumas partes chega a ser engraçado. O filho do casal, Lucas chega a ser muito mais insano e sádico do que seu próprio pai. A Marguerite é totalmente desajeitada e irracional, além dela ficar a todo momento xingando o Ethan de todos os nomes possíveis.

Confira o trailer do jogo logo abaixo:

MAS VALE A PENA?

Os fãs da franquia vão adorar esse jogo, principalmente se você gosta de jogos de terror com elementos de survival horror. Se você não conhece a franquia pode jogar sem medo e garanto que irá se divertir (e tomar vários sustos).

Resident Evil 7 biohazard já está disponível para PS4 com disponibilidade ao PS VR. X-One e o PC.

O jogo foi cedido pela Capcom para análise. O jogo foi testado no PC

 

90% Excelente
  • Jogabilidade 90 %
  • Enredo 90 %
  • Trila Sonora 90 %
  • Gráficos 100 %
  • História 70 %

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Sobre o Autor

Amante cinematográfico, adorador de música, games e viciado em Star Wars, um amor que nunca será entendido. Em seu tempo livre gosta de comer, ler e ficar procurando um jeito de viajar para uma galáxia muito distante.