[Análise] – Shuumatsu no Izetta

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“Se eu for prometida à princesa, então eu lutarei por ela”.

Em 1939, a nação imperialista da Germania invadiu um país vizinho. De repente, essa guerra se espalhou por toda a Europa, e e toda a Europa foi arrastada para uma grande guerra. Então, em 1940, o ataque de Germania se virou para o principado de Elystadt, um pequeno país alpes bonitos e água abundante.

E é essa exatamente a proposta de Izetta: A Última Bruxa. A história se passa durante os acontecimentos da primeira guerra mundial, entretanto com algumas diferenças da nossa realidade, como a existência de magia, e claro, bruxas!

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A primeira protagonista que temos em cena é Finé (Ortfiné Fredericka von Eylstadt), uma princesa do reino de Eylstadt, que está buscando formas de conseguir aliados para proteger seu reino, já que ele seria invadido em breve. Nisso a história começa a se desenrolar, e em certo ponto, ela é capturada pela Alemanha Nazista. Ela acaba fugindo, com a ajuda de sua amiga, Izetta, que por sinal tem poderes de uma bruxa! E assim começa o épico de como os aliados ganharam a guerra contra o Eixo.

Finé, diferentemente de outros animes, é uma protagonista forte, batalhadora, e pronta para assumir riscos pelo seu país (Tanto que assume um monte durante o anime), enquanto Izetta  é um pouco mais tímida, mas está sempre disposta a ajuda a princesa, não importa como. A relação entre Izetta e Finé vai se fortalecendo cada vez mais durante o anime, e é claro, você vai tendo Flashbacks mostrando o porque das duas serem amigas da forma que são.

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Pensa que louco voar em uma Lança 😀

Além disso, o que não falta no anime é de pessoas de Eylstadt protegendo a princesa ou dispostos a se sacrificar pelo seu país, como o conselheiro Muller, que faz coisas discutíveis para salvar Eylstadt, como Bianca, a guarda real da princesa, que está preparada para tudo. Os Generais do país são retratados de forma diferente, são importantes para a trama, mas não são relevantes para o contexto todo, já que uma bruxa entrou na guerra certo?

Falando um pouco da realidade onde se passa a história, temos dessa vez uma Alemanha Imperial, mas retratada como uma potência da tecnologia. Enquanto a França teve seu nome alterado, a Grã Bretanha manteve seu nome como Britânia. Os Estados Unidos que foram muito importantes para tanto a nossa Guerra como a dessa realidade, foram separados em dois continentes. Estados Unidos da Atlanta e Louisiana.

Além disso, considerando as adaptações do roteiro necessárias, os roteiristas conseguiram manter uma grande fidelidade aos eventos históricos, especialmente no modo em que apresentaram as armas e os veículos. Além é claro, as motivações politicas, e outras coisas mais que perderiam a graça se você lesse agora.

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Entretanto, muitos poucos animes não tem nenhum problema. E Shuumatsu no Izetta não é um deles.  Existe uma  falta de seriedade do anime em certos momentos, que não condiz com a ideia que o anime passa, e não estou falando de episódios calmos. São cenas que poderiam ser retiradas ou pelo menos feito de forma que não deixasse ele, digo novamente, em certos momentos algo como uma comédia.

Também tem alguns furos de roteiro, que acabam passando despercebido, se você não prestar muita atenção neles. A trilha sonora é bem montada para um clima de segunda Guerra, e as cenas de animação são bem feitas, mas com algumas falhas em certo momentos (mas não posso falar muito sobre isso, já que minha internet é lenta e eu vi em SD).

Entretanto, se você gosta de bruxas, Magia, Segunda Guerra e protagonistas fortes (e bonitas), Shuumatsu no Izetta com toda certeza vai deixar você bem contente com o resultado.

Você atualmente pode assistir o anime no Crunchyroll!

7.3 Awesome
  • Animação 8
  • Enredo 8
  • Roteiro 6
  • Trilha Sonora 7

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Sobre o Autor

Douglas Amaral

Um cara que gosta de Tecnologia, cultura Oriental e é muito curioso. Gosta bastante de Dragões, e Batata frita. E por isso não vai viver por muito tempo!