[Análise] Star Fox Zero – Uma boa adição

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Star Fox Zero é aquele tipo de jogo que posso falar com afirmação de que é de fã para fã. Provavelmente os novos consumidores ou quem não está acostumado muito com o tipo de Space Shooter Arcade não irão gostar tanto e vão analisar bastante a parte técnica e menos a conceitual.

Star Fox Zero é uma releitura renovada de Star Fox 64 com toque de Star Fox 2 contando com modificações de controles, uso de gimmicks e novidades nos planetas que já conhecemos do sistema Lylat. O conceito do game não é lá muita novidade, mas sim mais por acaso. Depois de falhas conceituais na era de Game Cube e algumas técnicas, entre elas a de um jogo de Star Fox que não é Star Fox e conceitualmente seria outro game e o desenvolvimento ruim em algumas partes em outro, Star Fox Zero tirou todo esse pesadelo e inseriu novamente o perfil do que estamos acostumados com Star Fox. Star Fox 64 já era uma espécie de releitura do 1, o Zero fez exatamente a mesma coisa com tecnologias novas e o uso atual de seu hardware. Isso no geral acaba criando uma divisória, pois conceitualmente traz todo o sentimento de que qualquer fã de Star Fox gosta, mas não tem muitas coisas inovadores assim, se analisarmos que um tipo de veículo, Walker, já foi concebido no título nunca lançado oficial: Star Fox 2.

Eu acho que da análise, posso começar da parte ruim para depois indo para as melhores:

Gráfico:
Entendemos que o conceito artístico do game era ser retrô, mas isso não exime a qualidade de execução nas modelagens e texturas. Parte desse problema surgiu do próprio conceito de Miyamoto e a utilização do Game Pad em um game como Star Fox. O game necessitou rodar em 120 FPS, ou seja, 60 FPS no Game Pad e 60 na TV. Isso quebrou as possibilidades visuais tecnológicas para o game, mas veremos mais tarde aqui se isso valeu a pena ou não, mas conceitualmente (arte) o game é lindo, mas tecnicamente poderia ser melhor.

Jogabilidade:
Existe uma curva acentuada de aprendizado. Alguns vão aprender mais devagar e outros não, mas eu me adaptei facilmente. A som vindo do Game Pad traz uma ótima experiência, assim como é fácil se acostumar com o novo mapeamento, porém algumas exigências do Game Pad são ruins, tornando a câmera desagradável e necessário olhar para o Game Pad para atirar com mais precisão. Também é possível notar algumas quedas de frames durante a jogatina. E falando em jogatina, Girowing não foi uma foi experiência do geral e Zoness foi sacrificada.

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Trilha sonora:
A trilha sonora conseguiu superar qualquer expectativa. Além da inovação nas novas trilhas, as músicas que conhecemos trazem um resultado melhor que o próprio Star Fox Assault. A trilha tem a qualidade de Assault com algumas com tempo corrigido e técnicas mais apuradas. É extremamente satisfatório e nostálgico, ao mesmo tempo que algumas novas como “Corneria 2” são novas e tão surpreendente como.

Conceito/Proposta:
O conceito bate exatamente com a execução da Nintendo e a proposta de resgate essencial da série acabou sendo feito da forma mais primorosa possível. Eu me senti como um adolescente jogando Star Fox 64, mas de uma forma um pouco diferente e extremamente agradável. A adição do Walker é nostálgica e a adição de Girowing criou um recurso novo e de grande valor para o jogo, mas este último sendo um pouco chato.

Game Design/Level Design/Replay:
O level design é trabalhado da forma mais brilhante possível. Além dos caminhos duplos convencionais, temos variações de planetas/locais e aumentam o fator replay e instigam o jogador a querer jogar mais, enquanto ocorre a progressão do jogo da forma mais limpa possível. Falando em replay, devo ressaltar que este é o Star Fox mais longo que joguei, e isso foi bom, mas os caminhos alternativos não têm tantas novidades como no Star Fox 64, mas com certeza é um fator maior no geral com mais coletáveis em seu fator replay.

Spoiler de ausência: apenas um final, não importando as rotas liberadas. Uma pena, isso realmente me deixou irritado.

Nota final: 7,8/10

Conclusão/Veredito:

Uma boa adição para a série desde o 64 e ignorando as péssimas adições do Game Cube e Nintendo DS, mas exige mais polimento no controle, opção de controle, gráficos um pouco mais lapidados e um planeta Zoness melhor. Vale a compra do game para os fãs, mas se você não é fã e tem outras prioridades, melhor deixar para pegar mais tarde.

Se o game melhorar e seguir a linha do Zero em diante e os feeds forem ouvidos, então a série irá tomar o rumo certo que se perdeu desde o Game Cube.


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Sobre o Autor

Lucas Hinz

Compositor independente, fascinado por jogos e estuda por lazer, trabalha com fluxos formalmente e pretende se tornar diretor fonográfico.