Metal Gear Solid V: The Phantom Pain. Um jogo realmente necessário?

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Atenção: todo o conteúdo do post é meramente opinativo com base nos dados do jogo. Favor considerar parcialidade.

Sabemos que desde os primórdios, Hideo Kojima criou Metal Gear e quis finalizá-lo em Metal Gear Solid originalmente lançado para PlayStation, mas ele ainda conseguiu levar a série para frente com maestria e quis literalmente fechar todos os pontos possíveis em Metal Gear Solid 4, jogo então exclusivo de PlayStation 3. Desde então, mesmo Peace Walker sendo um ótimo jogo, assim como Ground Zeroes, eles foram parte de “encheção de linguiça” para a série, o que acho que foi a própria Konami que decidiu tal coisa de forma forçada. Seguindo essa posição, colocarei os pontos do porquê acho que Phantom Pain não é necessário, tanto em jogo como para a própria série.

1) Open World é necessário em Metal Gear?
Parece que o mercado ficou viciado com open world e o público agarrou isso como liberdade de jogo, o que pode tornar na verdade uma prisão em game design. O level design parcial, ou seja, responsável pela parte principal da missão, é boa, mas fora desse espectro, vejo uma inutilidade brutal de level design de uma vasta exploração sem nada. Relembrando Metal Gear antes de Ground Zeroes, os ambientes eram mais estudados e todos os pontos eram mais estudados para poder dar sincronismo em desafios e criar desafios únicos. Metal Gear MSX2, Metal Gear 2: Solid Snake e Metal Gear Solid fazem esse papel da forma mais genial possível.

Infelizmente sinto que Metal Gear Solid V: The Phantom Pain não foi trabalhado da forma mais lapidada possível nesse sentido.

2) Comédia inteligente? Ausência pesada.
Relembrando dos contatos e das mensagens engraçadas e referências que foram uma parte essencial, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain parece não corresponder muito bem com essa característica marcante e intacta da série.

O título tem uma vasta ausência dessa sintonia entre a comédia e o contraste mais sério de Snake, que dá uma imersão mais profunda do contato entre o jogador com o personagem.

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3) Créditos e créditos e créditos.
O título é claro e demonstra da pior forma que Hideo Kojima trabalhou no título. Para cada missão feita, os créditos aparecem invadindo a tela. E não é só isso, para cada início de missão, os nomes são estampados na tela da forma mais brutal na tela, o que acaba incomodando e muito, além da quebra de imersão sequencial, que é um marco na série.

4) Relevância na história?
Como tinha dito, desde Peace Walker houve uma “encheção de linguiça”. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é um título extremamente fraco em história e com grande variedade em gameplay, ou seja, praticamente o inverso de Metal Gear Solid 4.

Sendo necessário completar algumas missões para uma delas ser referente à história, o jogo serve para fechar alguns pontos abertos desde Peace Walker e mostrar pontos que não foram mostrados em textos.


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Sobre o Autor

Lucas Hinz

Compositor independente, fascinado por jogos e estuda por lazer, trabalha com fluxos formalmente e pretende se tornar diretor fonográfico.