Jogos retrô notáveis que você ainda não conhece

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Muitos de nós temos saudades dos bons tempos do Super Nintendo e do Master System, e de todos os bons jogos que costumávamos jogar na época… Mas e os jogos que NÃO jogamos? Aqui vai um pequeno apanhado de jogos antigos que vale à pena mencionar.

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Solomon’s Key 2 / Fire ‘n Ice – NES

Conhecido como Fire ‘n Ice nos EUA (não confundir com o jogo do esquilinho), Solomon’s Key 2 é um jogo de puzzle criado pela Tecmo para NES. Nele, você é um adorável feiticeiro novato chamado Dana, que tem o poder de manipulação de gelo. O jovem aprendiz é chamado pra defender a ilha Coolmint de chamas que foram espalhadas por um feiticeiro do mal.

A jogabilidade é simples: Em cada fase você deve apagar “chamas” que ficam espalhadas pelo cenário, utilizando blocos de gelo. Para isso, Dana pode usar seu bastão para criar gelo em quadros adjacentes, que pode ser utilizado para ajudar na criação ou manipulação dos blocos de gelo a serem usados para apagar as chamas e também para a própria locomoção de Dana pelo estágio, entre outros fins. O que mais chama a atenção neste jogo é que tem muito que você pode fazer com este simples poder, e os quebra-cabeças do jogo são minunciosamente construídos para que você vá percebendo, aos poucos, como o jogo funciona sem lhe dizer uma palavra sequer.

Caso esteja se perguntando do título, o jogo é uma prequela para Solomon’s Key, um jogo um pouco diferente que incorpora mais elementos de ação.

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F1 Championship Season 2000 – Game Boy Color

Quando eu jogava este jogo quando eu era mais novo, eu não tinha a mínima ideia do quão surpreendente era o produto que eu tinha em mãos. Em um console com poder de processamento fraco como o Game Boy Color, é loucura imaginar um jogo de corrida que realmente passe um ar de tridimensionalidade, quando a maioria dos jogos de corrida em consoles de poderio mais baixo que o Playstation 1 funcionam simplesmente fazendo você acelerar e te jogando umas curvas, sem conseguir dar a ilusão de que aquele sprite está mesmo num circuito. Entretanto, este joguinho licenciado da desenvolvedora obscura Tiertex conseguiu este feito em um Game Boy Color, fazendo você correr em circuitos que realmente parecem circuitos (de forma similar ao jogo de computador Indianapolis 500: The Simulation , de 1989, que também chamou a atenção pelo mesmo motivo). A engine ainda não é exatamente 3D, então o seu carro ainda responde de forma menos que natural às curvas; a taxa de quadros também sofre bastante em contrapartida desta conquista. Contudo, não há de se negar que F1 Championship Season 2000 é um jogo de corrida diferente de qualquer coisa que você encontre no seu Game Boy Color.

O jogo funciona como se espera de um jogo de F1. Você tem as pistas todas usadas na temporada 2000, você tem as equipes e pilotos, e você passa por voltas de treino para conhecer a pista e voltas de qualificação para definir o grid de largada, e então a grande corrida. Comuns a todos os jogos de F1 que eu joguei, você também pode fazer ajustes no carro, como suspensão, aerodinâmica e freios. Nada espetacular, mas nunca é ruim ver estas opções. Infelizmente, os atributos padrão do carro não mudam entre cada fabricante, mas não é um pecado grave.

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AirForce Delta Storm – Game Boy Advance

Tomarei a liberdade de esticar o conceito de “retrô” neste item. AirForce Delta, série similar a Ace Combat iniciada no Dreamcast, eventualmente ganhou esta edição para GBA em 2002. O jogo ganha esta menção aqui pois consegue, da melhor forma possível, transcrever o gênero de simulação de combate aéreo para uma vista de topo. AirForce Delta Storm toma uma abordagem semelhante a Ace Combat, sendo separada por missões com objetivos diversos, seja engajar em Dogfights, bombardear instalações inimigas, explodir supermáquinas mortíferas e até mesmo destruir asas de uma ogiva nuclear para desviar sua trajetória.

A jogabilidade, embora não sem suas falhas, é bem funcional. A manobrabilidade é boa, excelente transcrição do espaço tridimensional, e inclusive não ignora o uso de profundidade; isto pode ser confuso para muitos jogadores, já que é difícil saber se você está subindo, descendo ou em altitude estacionária, porém o display lhe fornece a altitude em tempo real, e você também pode ligar um “piloto-automático” que estabiliza sua altitude. Aqui, você não tem uma vista de frente para visualizar seus alvos à distância, portanto tem que confiar no seu radar, que felizmente é bem útil aqui, por ter três níveis de zoom à medida em que você vai se aproximando de um inimigo (o que pode ser um pouco ruim também, se houver mais de um inimigo a distâncias suficientemente diferentes).

Com todos os seus defeitos, porém, AirForce Delta Storm consegue trazer um bom senso de emoção e urgência para o Game Boy Advance; o gráfico atraente, a adrenalina em perseguir um caça oponente, desviar de mísseis teleguiados… É um ótimo pacote.

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Tecmo Cup – Mega Drive (cancelada), NES

Não muitos conhecem a série de jogos de Captain Tsubasa (Super Campeões no Brasil) que o Japão tem conhecido por um longo tempo. Menos ainda sabem que o primeiro jogo da série, para NES, foi lançado no Ocidente, com o nome de Tecmo Cup – Soccer Game (Tecmo Cup – Football Game na Europa). Infelizmente, o jogo foi altamente americanizado, trocando os personagens carismáticos da série por clichês americanos.

Dito isso, tudo que era interessante sobre a série original japonesa é mantido aqui: o sistema de jogo. Jogos de futebol atuais como FIFA e Pro Evolution Soccer são a evolução de uma mesma fórmula que tem sido utilizada desde sempre, porém Tecmo Cup toma uma abordagem totalmente diferente. O jogo assume um estilo mais estratégico, em qual toda ação ocorre como um RPG, em qual você e seu oponente escolhem suas opções após cada ação, seja um chute a gol, um passe ou cruzamento. É um estilo diferente de se jogar futebol eletrônico, que seria, dezenas de anos depois, ainda algo refrescante num mundo onde temos FIFAs e PES todo ano sem diferenças significativas.

Uma edição de Tecmo Cup também foi feita para Mega Drive, porém foi cancelada e só pode ser encontrada pela Internet. O jogo tinha personagens originais também, mas mais similares ao que se esperaria de um Captain Tsubasa.

 

 

Concluindo: O que acham? Mais algum jogo que acham que valeria à pena mencionar?


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Sobre o Autor

Rafael Ferreira

Engenheiro, gamer, headbanger e assistidor de anime. Também é compositor e produtor como passatempo.

  • Rafael

    Muito Bom!!