Modelo de indústria de jogos e o “vermelho”

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Introdução dos anos 90 ao mercado até o modelo contemporâneo:

Quando falamos de modelo de indústria de jogos, devemos lembrar de dois fatores fundamentais que constituem: custo de produção e retorno por demanda.
Sabemos que com uma simplicidade maior na época por causa do hardware existente, o custo de produção era bem menor “conferir o gráfico abaixo da GDC” e a utilização do potencial de cada console era mais viável. A maior prova também de tal coisa é o aproveitamento de seu diferencial do restante para trazer jogos exclusivos em grande escala, na qual é uma das vertentes mais importantes para se distanciar do PC, que atualmente vem crescendo de forma significativa.

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Conforme o tempo se passou e a exigência cresceu, pois houve um aumento brutal no público que usa console como forma de entretenimento, o custo de produção aumentou para atingir uma demanda maior e a casa de “milhões” praticamente já não tem nenhum significado para os jogos considerados “AAA”. O exemplo maior foi dado quando a Eidos/CD publicou os dados de venda do reboot de Tomb Raider, na qual o que aparentava ser um sucesso foi na verdade um grau baixo de vendas. Isso porque a empresa não conseguiu suprir o necessário e não atingiu sua meta.

Recentemente saiu um rumor de que a Konami é uma outra empresa apta a sair dos consoles para visar o mercado de mobile. Vale ressaltar que ela saiu da Bolsa de Valores de Nova Iorque e o game Silent Hills foi cancelado.

Ascensão de indie e facilidade de rede:
O indie é uma forma independente de desenvolvimento que não cobra tempo x gasto. A manutenção dependerá puramente da pessoa ou da equipe. Essa saída atualmente ganhou grande repercussão e as redes de consoles, PCs e mobiles são fontes amigas para que a quantidade de jogos aumente e exista uma parcela de diferencial conceitual. Isso se deve muito ao que já foi mostrado acima com os gastos em jogos “AAA” e a dificuldade de sua manutenção e demanda de séries famosas com nicho, na qual a empresa deixa de se arriscar pela demanda e o gasto que terá com esse game.

Até que ponto esse modelo será sustentado?
Sinceramente, não faço ideia, mas os resultados estão surgindo com o tempo e um colapso em console de mesa pode até acontecer, quem sabe as empresas não invistam futuramente apenas em mobiles? Mas neste tópico estou apenas relevando as possibilidades, mas o mais importante é entender a realidade atual do mercado e as relação entre a demanda x custo.


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Sobre o Autor

Lucas Hinz

Compositor independente, fascinado por jogos e estuda por lazer, trabalha com fluxos formalmente e pretende se tornar diretor fonográfico.