Já são feitas peças em impressão 3D para armas que disparam munição de 7,7 mm

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A polêmica acerca de impressoras 3D deverá reacender depois desta: a FOSSCAD, grupo que desenha modelos designados à impressão 3D, criou um castelo (componente de certos fuzis) compatível com a Colt CM109, fuzil de calibre mais pesado que os anteriormente contemplados com peças impressas. A Colt CM109 pode disparar munição de 7,68 milímetros. Até então, a arma mais pesada a ser contemplada com um castelo era a AR-15, que atua com balas de 5,56mm. A CM109 é mais potente e letal, e seus projéteis voam mais longe, atingindo os alvos com mais força e velocidade.

Os primeiros testes já foram realizados. Como armas impressas, assim como a maioria dos objetos feitos por impressoras 3D não-industriais, são feitas de plástico, é típico que sejam pouco resistentes e não sobrevivam aos primeiros testes, e por este motivo tem sido um desafio criar castelos que pudessem suportar o recuo de armas mais poderosas. Parece que a arma já é capaz de atirar sem problemas durante alguns segundos, como demonstrado no GIF abaixo disponibilizado pelo grupo, mas não se sabe qual é a durabilidade da peça; o grupo garante que “ela foi testada, disparou com poucos problemas”.

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Armas impressas

Tudo começou quando a Defense Distributed, de Arkansas, começaram a desempenhar esforços com o Wiki Weapon Project, eventualmente concluindo uma campanha de Crowdfunding para o desenvolvimento e distribuição de arquivos de uma pistola que pudesse ser impressa em 3D. Após cerca de um ano, a empresa começou a prototipar e, eventualmente, disponibilizar castelos compatíveis com o rifle AR-15. O grupo finalmente atingiu o seu cume com a pistola Liberator, arma totalmente feita de peças impressas em 3D, lançada em 2013. Outros grupos também começaram a surgir. como a FOSSCAD.

Isto tem gerado uma polêmica compreensível, considerando que as leis de armamento de muitos países proíbem a fabricação caseira de armas de fogo. Há preocupações de diversas entidades quanto à perspectiva de qualquer pessoa portadora de uma impressora 3D possa facilmente obter uma arma, especialmente em lugares como os EUA, que tem um histórico notável de massacres como o de Sandy Hook. A postura dos defensores desta novidade, entretanto, é de que todo indivíduo deve ter a chance de se defender, e que armas impressas em 3D são uma ferramenta de liberdade (daí o nome da pistola Liberator).

A polêmica se estende mesmo à impressão dos castelos separados, já que em algumas legislações, como nos Estados Unidos, os castelos são considerados como a própria arma, sendo os canos instrumentos complementares.

Via Engadget


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Sobre o Autor

Rafael Ferreira

Engenheiro, gamer, headbanger e assistidor de anime. Também é compositor e produtor como passatempo.