[Opinião] “Saída da Nintendo” do Brasil: De quem é a culpa?

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Como noticiado aqui no Recanto do Dragão, a Gaming do Brasil, a única distribuidora oficial da Nintendo que trabalhava recentemente, saiu por causa dos tributos, mas antes de começarmos, vamos analisar alguns aspectos:

  1.  Qualquer relação entre distribuidora e loja, assim como comandos internos, são provenientes de decisões da distribuidora.

  2.  Qualquer relação externa em detrimento à Nintendo, apenas se refere a comandos externos, sem justificativas para provar que qualquer culpa seja da Nintendo.

  3.  Qualquer comando da Nintendo se refere ao seu hardware ou ao seu software, assim como qualquer comando da própria Nintendo, ou seja, o que não houve, portanto, impossível culpá-la por tal ato, pois a decisão veio da própria distribuidora em detrimento aos impostos.

Voltando aos primórdios, a Nintendo tinha uma parceria com a Gradiente. A ideia de inserir oficialmente a Nintendo no Brasil partiu tanto da Gradiente/Estrela quanto da Nintendo. Por um lado, a Gradiente/Estrela poderia expandir seus negócios com a Playtronic, por outro, a Nintendo estaria oficialmente representada no Brasil. Num país como este, as vendas de consoles/cartuchos de consoles eram consideradas bem altas. No ano de 1991, o Brasil chegou a movimentar cerca de 100 milhões de dólares com a indústria de consoles. Então até aí, nunca existiu nenhum conflito de distribuição.

Após algum tempo, especificamente nos últimos quatro anos, a distribuição de jogos e consoles no Brasil ficou encarregada pela Gaming do Brasil, mas que atualmente deixou seu rastro de insatisfação, essa que implica os tributos brasileiros, mas como analisar isso? Vamos começar sabendo como o imposto funciona e pode começar a atrapalhar.

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Como o imposto é gerado ou aumenta?
Qualquer dinheiro que é colocado na mão do governo é gerado através de impostos que o povo paga. É assim que o dinheiro que supostamente era para melhorar parcialmente o Brasil vai para o governo. Quanto mais o povo precisar do governo e achar que precisa dele para coisas que o mesmo pode fazer e serve para o crescimento, mais o imposto aumenta e mais o povo pagará caro por um produto, assim como também atrapalha as atividades cotidianas de uma empresa.

Saiba mais em: G1 – Jornal Nacional,  Mídia sem Máscara

Como anda a competitividade no Brasil?
A competitividade no Brasil anda extremamente baixa (Veja:Empresas Brasileiras estão saindo do Brasil ). As altas taxas de juros e a burocracia (tanto quanto protecionismo quando a dificuldade pelos impostos), dificultam o trabalho no Brasil. Para ser ter uma ideia, hoje é muito mais barato produzir lá fora do que no próprio país.

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Como anda a ascensão do mercado de games no Brasil?

O crescimento do mercado brasileiro existe, mas de forma limitada. O acesso aos kits de desenvolvimentos estão mais projetados para mobile e PC, assim como o crescimento em compras de jogos. O sucesso do Steam e uma “exterminação” da pirataria no Brasil se deve muito ao sistema, assim como obviamente as vendas para estatísticas como resultado. Também é necessário ressaltar que a Nintendo é uma empresa que só lida com consoles e jogos, portanto, sua marca é vista apenas nesses parâmetros, enquanto a Sony se abrange às TVs e marcas com gravações, já a Microsoft detém sua marca com o sistema operacional Windows, muito usado para jogos no Steam (Brasil é o que mais cresce na Steam), que como disse anteriormente, em ascensão no Brasil. Também com mobiles.

Até que ponto podemos culpar a Nintendo?
A Nintendo pode ser culpada apenas por questões administrativas dentro de sua propriedade privada, ou seja, a eShop que é um item em progresso lento no Brasil.

A eShop é um sistema mais primitivo em relação ao Xbox Live e ao sistema PlayStation Network. Também podemos considerar sua entrada extremamente fraca no Brasil e com suas opções ainda configuradas em inglês, assim como seu acesso não real ou limitado por pagamento em real (R$). A Nintendo também precisa verificar como a distribuição ficará no Brasil a partir de agora com a saída da Gaming do Brasil.

O que a Nintendo está fazendo a respeito?
De acordo com a Nintendo World, a Nintendo disse que não irá desistir do Brasil e que já estão tomando as devidas providências, mas não temos alguma data correta para que algo aconteça em relação à distribuição.

E você?  Concorda que a Gaming do Brasil saiu pelos impostos ou outra coisa impulsionou a sua saída?


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Sobre o Autor

Lucas Hinz

Compositor independente, fascinado por jogos e estuda por lazer, trabalha com fluxos formalmente e pretende se tornar diretor fonográfico.

  • Yuri Lisboa

    Me parece uma mentira mal-contada, imposto não justificaria uma empresa com “do Brasil” no nome sair… do Brasil.

    • Hinz

      Você deve ter percebido que as aspas foram propositais, pois quem saiu não foi a Nintendo, mas sim a distribuidora que abandonou o barco, pois essa é a informação OFICIAL.