Time 2 Amaze e realidade virtual

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O site Recanto do Dragão recebeu um convite para testar o jogo Time 2 Amaze, desenvolvido pela 8E7 Mídias Interativas.

Sobre o jogo:
O jogo foi desenvolvido e pensado para o Oculus Rift e traz uma experiência muito divertida e única na qual o jogador irá interagir com o jogo e ao mesmo tempo de forma externa com uma pessoa na qual lhe dará a indicação para passar de sala em sala, mas para que isso aconteça, será necessário que você indique através de fala o que você vê para que o ajudante possa te indicar o caminho, ou seja, consiste em uma interação na qual o jogador precisa especificar detalhadamente as formas geométricas e os símbolos. Outro detalhe importante é que alguns símbolos se assemelham, ou seja, precisa ser o mais exato possível na hora de interpretar o que é visto.

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Jogo sendo jogado durante o programa O Aprendiz, exibido no canal Record

Jogo testado:
Foi possível notar três modos de jogo: fácil, normal e difícil. O jogo foi testado no modo normal na qual temos em média um tempo grande, justamente por ser a base do jogo na qual o jogador precisa se acostumar com o ambiente e ter um tempo moderado para a execução completa do jogo.

Começando o jogo, nota-se um cenário bem escuro e com efeitos sonoros que climatizam o ambiente para algo claustrofóbico. Cada sala indicará três caminhos para prosseguir e apenas um é o correto. Para que você saiba qual caminho prosseguir, você precisa dizer com exatidão qual ou quais símbolos e formas geométricas são vistos como dito anteriormente.

O jogo totaliza com 15 salas completas e temos um tempo aproximado de 15 minutos. Já para o modo difícil, o jogo tem uma média de 3 ou 4 minutos, como dito por Ericsson, diretor de arte e 3D do jogo.

Observação: consegui chegar na última sala, porém as bifurcações estão em maior quantidade conforme o jogador progride no jogo e não consegui finalizar o jogo a tempo e perdi. Também é importante ressaltar que foi dito que o jogo foi feito para o jogador jogar entre duas e três vezes para que o jogo possa ser realmente concluído.

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Jogo sendo executado mostrando a primeira sala, a forma geométrica no escudo e a pintura em algarismo romano para representar a passagem “3”

Tecnologia em prol do jogo:
O jogo foi desenvolvido já pensando na última versão do Oculus Rift, na qual já funciona em 1080P e seu display não é mais de LCD. Para evitar que o jogador fique tonto, também foi pensado em se desenvolver para rodar em 60 FPS (quadros por segundo). Também é importante ressaltar que a última versão do Oculus Rift aceita dispositivo USB, ou seja, será possível fazer um complemento para expandir experiências. No caso foi falado sobre projetos futuros usando o Leap Motion e também foi falado sobre a possibilidade de integrar tudo em uma coisa só, ou seja, só um equipamento com todos os acessórios de forma acoplada.

Conclusão:
A experiência da realidade virtual com um jogo pensado para ele pode trazer uma experiência magnífica e diferenciada. Estamos agora finalmente chegando em uma aproximação do que realmente pensamos e aguardamos da realidade virtual e do 3D. Isso vem sendo testado e jogado desde os anos 60, mas só atualmente conseguimos enxergar de forma ampla as grandes possibilidades e as coisas estão se solidificando.


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Sobre o Autor

Lucas Hinz

Compositor independente, fascinado por jogos e estuda por lazer, trabalha com fluxos formalmente e pretende se tornar diretor fonográfico.