Alan Wake Review

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Eu acredito que poucas pessoas conhecem esse jogo porque ele começou como um exclusivo de Xbox 360,  só que mais tarde foi portado pros PCs porque os PC Gamers precisam ser bajulados também com jogos maneiros. Alan Wake é um jogo maneiro, criado pelo estúdio Remedy e distribuído pela Microsoft Studios. Esse jogo é mais para quem gosta de ficção e suspense, porque… na boa, esse jogo mexe com a sua cabeça como nenhum outro (ok talvez não tanto assim, mas deu pra sacar a pegada)

ENREDO

Tudo tem início quando o escritor Alan Wake decidiu que já está na hora de parar de escrever livros por enquanto e tirar umas férias numa cidadezinha pacata chamada Silent H… não pera, BRIGHT FALLS é o nome dessa cidadediznha. Só que ele não vai sozinho, ele leva a esposa junto, Alice Wake.
Só que quando o Alan estava indo pra lá, ele começa a ter pesadelos. O primeiro pesadelo que ele tem é o prólogo do jogo. Nesse pesadelo, Alan é perseguido por um personagem fictício de um dos livros dele, que está afim de matar o próprio criador.
Logo após esse pesadelo, eles chegam em Bright Falls, e a primeira coisa que Alan precisava fazer era pegar as chaves para a cabana que eles alugaram, aonde eles iriam ficar. A chave com o proprietário da cabana, Carl Stucky, que estava frequentando uma cafeteria local.
Só que o Alan, sortudo que é, encontra uma velha coroca chamada Barbara Jagger. Mas não é uma velha coroca qualquer, não é uma mãe joana da vida, é uma velha que tá com roupa de velório, do tipo daquelas velhas bem “assustadoras”. Enfim, essa velha deu uma chave e as instruções de como chegar a “cabana” que eles alugaram.
E é aí que a zuera começa! No momento em que os Wakes chegaram no local prescrito pela velha coroca, eles já sentiram-se “renovados”, por nunca ter visto um lugar tão belo e tal. Só que… quando chegou a noite, um “monstro”em forma de nuvem preta invade o lugar e literalmente sequestra Alice, jogando ela pra dentrro de Caldron Lake, um lago bem profundo, próximo da cabana. E Alan, louco da vida, mergulha na tentativa de achar Alice. Só que claro, não consegue. E no fim, isso acabou fazendo ele entrar no “mundo dos Takens”, que tem um nome: Dark Place.
E basicamente é essa a história do jogo, o resto eu explico melhor logo abaixo.
PERSONAGENSAlan Wake: na boa fera, o jogo se chama “Alan Wake”, esse então só pode ser o protagonista dessa bagaça! Ele é um escritor (ele faz livros, coisa que ninguém mais compra) e quando ele decide tirar aquelas férias, o mundo dele desaba! Ele tem uma personalidade muito do tipo “eu sei me virar sozinho” porém ele pensa racionalmente, diferente de alguns retardas que tem nesse jogo. Seu melhor amigo é uma lanterna, que ele usa pra combater os “Takens”.

Taken: são os inimigos que você “mata” no jogo, “mata” entre parênteses mesmo porque eles não morrem de verdade, eles tipo evaporam no ar quando você “mata” eles. Esses Takens são tipo, seres criados pela Dark Presence (Presença Escura) para eliminar qualquer coisa que veio de fora da Dark Place. O engraçado é que não existe Taken mulher, são todos homens.Alice Wake: É a esposa do Alan, porque todo escritor de sucesso tem que ter uma esposa, não é mesmo Steve King?

De qualquer forma, ela é a atração do enredo, ao estilo “a princesa (Alice) foi raptada pelo dragão (Dark Presence) e o cavaleiro (Alan) precisa resgata-la. E é assim que ela passa praticamente o jogo inteiro. Em algumas cutscenes ela aparece mas como memórias vindas de flashbacks. Ah, e antes que eu me esqueça, Alice tem uma fobia relacionada a ter medo do escuro, então sempre que ela se encontra em um lugar escuro, ela fica com medinho e pede pro Alan acender a lanterna.

Barry Wheeler: É o amigo e empresário babaca do Alan. Ele tem uma personalidade um tanto “herp derp” porque no começo do jogo ele fica enchendo o saco do Alan falando que ele está ficando louco e que ele precisa de tratamento, só que quando ele percebe a zueira com a Dark Presence ele fica tipo “oh não você tava certo Alan desculpa tá?”. Ele também é meio cagão, as vezes quando um Taken aparece ele fica todo “oh não me ajudem senão vou borrar minahs calças”, mas tirando essas coisas ele é companheiro fiél do Alan e vai ajuda-lo em tudo que ele precisar. Eu disse TUDO.

Barbara Jagger: Provavelmente você está confuso, então deixa eu esclarecer uma coisa: BARBARA JAGGER É A DARK PRESENCE! Quero dizer, dentro do jogo Alan Wake é claro, antes dos eventos desse jogo ninguém sabe o que foi de fato a Dark Presence, mas enfim. Ela era a esposa de Tomas Zane, que morava com ele na cabana que o Alan fica no começo do jogo, só que ela morreu afogada em Caldron Lake, e com isso, acabou acordando a Dark Presence, e a Dark Presence acabou tomando posse do corpo dela. Então, dá pra entender que a Barbara é praticamente a “Big Boss” desse jogo.

Tomas Zane: Foi um escritor de sucesso, que nem Alan Wake, só que lá pros anos 70. Após a morte da Barbara, Tomas começou a ficar loucão (tipo que nem o Alan) e a insanidade acabou levando-o para dentro da Dark Place (igual o Alan também, poxa vida! Quantas coincidências!). Daí, Tomas ficou vagando igual um verme, sem rumo da vida, até que encontra o Alan e decide ajuda-lo a salvar Alice com as suas manjações (afinal, ele está na Dark Place a mais tempo que Alan, duh!)

Rose Marigold: É uma “ninfeta” que é fã do Alan. Eu só to botando ela aqui porque, mais tarde no jogo, ela toma um papél mais importante do que apenas mais um “comic relief”. Ela trabalha na cafeteria que Alan frequenta no começo do jogo, e como eu disse, ela é fã, mas FANZAÇA mesmo. Sabe aquelas minas fãs de Justin Bieber que fica colecionando um monte de coisas, tipo fotos, pedaços de cabeço, cuecas, etc relacionados ao Justin? É quase isso que a Rose é como fã do Alan

.Cynthia Weaver: É a Lady of the Light (Moça da Luz) e ela tem esse apelido porque ela tem alguma espécie de obceção sexual com a luz porque ela fica andando pra lá e pra cá segurando um abajur ligado (mesmo que esteja de dia), provavelmente ela tem a mesma fobia que Alice. Ela tem total ciência da existência dos Takens e os vive combatendo.

Ela também teve um caso com Tomas Zane  (leia-se: adultério) lá nos anos 70, e meio que em homenagem ao Zane, ela passa o resto da vida dela tentando manter a Dark Place longe da existência de Bright Falls com suas bugigangas luminosas.Tem outros personagens também, como os velhinhos da banda “Old Gods of Asgard”, mas na minha opnião, esses acima que eu citei são os mais importantes.

JOGABILIDADE

Oba! Time to play! O que dizer sobre a jogabilidade, o “gameplay”? Simples, é um jogo de tiro em terceira pessoa, misturado com suspense e, supostamente, esse jogo pretendia te dar medinho e sustos a lá Silent Hill e Alone in the Dark, mas falha nesse quesito porque os caras da Remedy focaram tanto nesse esquema de tiro em terceira pessoa que o fator “medo” meio que ficou no limbo (isso também aconteceu com a série Resident Evil, só para esclarecer).

Agora, esse jogo mexe com a sua cabeça por causa dos diversos “mind blows” que o jogo compartilha. Tipo, depois que você zera o jogo, você nem tem mais esses mind blows, então é mais para quem ta jogando pela primeira vez. Você começa o jogo sem saber o que está acontecendo. Aliás, você começa naquele pesadelo que eu falei do Alan lutando contra o personagem do livro que ele fez (que é um Taken) e você nem sabe como matar o bixo, porque você fica atirando nele mas ele não leva dano! Aí você fica puto e decide atirar o Xbox 360 pela janela!

Só que calma lá! O jogo explica pra você! O esquema em Alan Wake pra matar não só os Takens, mas QUALQUER COISA, é o seguinte:

Luz.

Isso, cara. Usa aquela coisinha mágica chamada “Lanterna”.

Mira essa coisa nos inimigos e pronto! Você tirou a escuridão que envolve os Taken. E é bem assim mesmo. Acontece que os Takens, ou qualquer outro tipo de inimigo, possuí uma espécie de casulo, que é a escuridão em si. E pra eliminar esse casulo, você usa a luz da lanterna e terá uma espécie de “foco” que diminui conforme você continua mirando focadamente a lanterna no inimigo, e quando o casulo se desfaz, acontece um feixe de luz, e aí SIM meu caro, você pode dar quantos tiros você tiver vontade, até o Taken virar queijo ralado!

Outra coisa é que nesse jogo tem uma pequena, mas decente, variedade de armas para serem usadas: uma pistola, uma shotgun, um rifle, um sinalizador, uma arma sinalizadora e flashbangs.

Eu digo que são decentes pois tirando a pistola, a shotgun e o rifle, o resto das armas são baseadas em luz. E o uso delas faz matar instantaneamente os seus inimigos, exceto o sinalizador que só faz espantar eles. Um tiro da arma sinalizadora é como se fosse um “hadouken” de luz, você atira nos inimigos e BOOM mata eles instantaneamente. O flashbang também, mas o flashbang não é tão precisa como a arma sinalizadora. Infelizmente não tem “melee weapons” nesse jogo.

Como muito jogo de suspense, não tem como evitar de fazer uns puzzles (enigmas) de vez enquando. As puzzles neste jogo nem são difíceis assim, dá pra levar de boa, mas tem uns meio chatos e entediantes, outros são até legaizinhos, onde você só precisa ir do ponto A pro ponto B. O jogo tem também um “radar”, que sempre aponta o seu objetivo e para onde você tem que ir, bem “noob-friendly”, só que fazendo isso você evita de pegar várias coletâneas que o jogo tem espalhado, uma tentativa patética que muitos jogos fazem para aumentar o fator replay (se já não bastasse as conquistas do Xbox 360 para isso).

Quando você está prestes a ser atacado por um Taken ou qualquer outro inimigo, você usa o LB do controle para esquivar. Segurando o mesmo botão para alguma direção, você faz Alan correr. Se sua esquiva foi sucessivamente feita, acontece um slow-motion maneirinho de Alan se esquivando do ataque. Você coleta e interage com as coisas apertando B, pula apertando A.

GRÁFICOS

Os gráficos estão muito bem feitos. Vale lembrar que o jogo foi feito em 2010, e para essa época, os gráficos de Alan Wake impressionam muito por causa do contraste com luz e sombras e das texturas utilizadas para os movimentos faciais e físicos dos personagens, relacionados a textura-ambiente do jogo. Porém, há momentos no jogo em que os personagens fazem uns movimentos “robóticos”, mas são poucos, isso posso garantir. O jogo até faz uma brincadeira envolvendo cenas live-action no meio das cutscenes, acho que é mais pra causar a impressão de que os gráficos utilizados no jogo são tão bons quanto os er… “gráficos do mundo real”. Enfim, os gráficos são excelentes e bem trabalhados, só alguns movimentos robóticos aqui e ali que estragam a essência do negócio.

TRILHA SONORA

O jogo usa várias músicas de artistas reais, e a qualidade dessas músicas são muito boas, e as músicas de ambiente (as que tocam durante as partes noturnas) também foram muito bem feitas, essenciais para “mergulhar” o jogador no suspense do jogo, e o tempo de uma música entrar e sair também é bastante precisa durante intersecções (mudança de cenários).Os efeitos sonoros também foram bem feitos, o barulho do Alan caminhando entre os arbustos ou o chão raspado das colinas, dá para perceber a distinção delas, e os barulhos que os inimigos fazem, tem um único para cada tipo, essencial para saber que tipo de inimigo está vindo para te pegar.

COLETÂNEAS

Tem coisas nesse jogo que você fica coletando para completar uma “check-list” de coisas inúteis, é só algo para você fazer caso queira jogar esse jogo de novo e satisfazer seu lado “complecionista”, para aqueles que amam fazer 100% de qualquer jogo: potes de café, ouvir estações de rádio, assistir o show de TV “NIGHT SPRINGS”, etc. Porém, a coletânea mais importante são os Manuscripts (Manuscritos).  Esses manuscritos são partes de um novo livro que Alan supostamente fez enquanto estava “fora de si” chamado Departure, e esses manuscritos revelam partes da história do jogo, para passar a idéia central do jogo de que “o escritor está vivendo a própria história”, um dos mind blows que acontecem no jogo.

OUTRAS INFORMAÇÕES

O jogo é separado em capítulos. Ele possuí seis capítulos no total, e mais dois novos capítulos separados como DLC: The Signal e The Writer. Como esse jogo ele segue um estilo mais cinematográfico, não que nem Heavy Rain do PS3, mas perto disso, ele começa com uma introdução e termina com um encerramento. No episódio 2 em diante, tem até a frase Previously on Alan Wake seguindo a tradição que é feita em séries de TV. Tem momentos no jogo em que até live-action acontece nas cutscenes.

O jogo também possuí uma sequela, mas como Xbox Live Arcade: Alan Wake’s American Nightmare. Esse eu também já joguei e vale a pena, tem coisas na jogabilidade que foram implementadas também, se você já jogou Alan Wake e gostou, eu recomendo pegar esse American Nightmare também.

CONCLUSÃO

Nota: 9/10

Esse jogo é quase um TENOUTTATEN para mim, só que eu sinto que faltou algumas coisas, como por exemplo, o fator de medo/terror quase nem existe, o que quebra a essencia desse jogo e passa a idéia de ser “só mais um jogo qualquer que ninguém vai se lembrar daqui alguns anos”, só que tem que levar em conta todo o acervo que foi colocado dentro desse jogo: trilha sonora, trabalho gráfico, live-action… não é todo jogo que tem esse tratamento, porque tem que ter dinheiro no bolso, e muito, pra fazer um negócio desses. E tem também o enredo todo do jogo, pô. Mó trabalho bem feito de quem escreveu a história desse jogo, eu acho que esse jogo saiu-se muito bem, pegando assim, tudo que esse jogo possuí, no enredo e no trabalho cinematográfico em cima dele. Eu só fico meui chateado que quase ninguém tenha jogado esse jogo, mesmo deixando de ser exclusivo de Xbox 360 e tendo pra PC. No fim, só mostra que a Remedy saber fazer jogo, especialmente na parte cinematográfica.

A Review foi realizada por AlexHidanBr do MadJoystick! Não deixxem de acessar lá!


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Sobre o Autor

Douglas Amaral

Um cara que gosta de Tecnologia, cultura Oriental e é muito curioso. Gosta bastante de Dragões, e Batata frita. E por isso não vai viver por muito tempo!